Luis Fernando Verissimo (à esquerda) com o MPB4, então formado por Miltinho (ao lado do escritor), Aquiles, Magro (1943 – 2012) e Dalmo Medeiros
Reprodução / Instagram MPB4
♫ MEMÓRIA
♫ Ocorrida na madrugada deste sábado, em hospital de Porto Alegre (RS), a morte do escritor e cronista Luis Fernando Verissimo (26 de setembro de 1936 – 30 de agosto de 2025) tem gerado análises e revisões sobre a extensa obra do romancista gaúcho. Essa obra é tão plural que inclui contribuições à música brasileira, dadas por esse genial escritor que amava o jazz e também foi músico.
Além de ter sido saxofonista, instrumento que aprendeu a tocar aos 17 anos nos Estados Unidos, Verissimo tem letra de música, Parceria em marcha lenta, musicada por Magro Waghabi (1943 – 2012), vocalista, arranjador e compositor do grupo MPB4.
Coube ao quarteto fluminense gravar Parceria em marcha lenta no álbum Ao vivo – Do show Amigo é pra essas coisas, lançado em 1989. Luis Fernando Verissimo também se tornou parceiro da dupla gaúcha Kleiton & Kledir, assinando a música Olho mágico (2015) com os irmãos Kleiton Ramil e Kledir Ramil. A dupla gravou a música no álbum Com todas as letras (2015).
Como saxofonista, Verissimo integrou o conjunto Jazz 6, fundado em 1995. Como integrante do grupo, o músico lançou os álbuns Agora é a hora (1998), Speak low (2001), A bossa do jazz (2003), Four (2006) e Nas nuvens (2011).
Com os irmãos chargistas Paulo (1949 – 2023) e Chico Caruso, Verissimo integrou outro grupo, Conjunto Nacional, cuja formação incluía o cartunista Aroeira. Com o Conjunto Nacional, o saxofonista gravou dois álbuns, Pra seu governo (1998) e E la nave vá (2001), cujo repertório versava com humor sobre a política brasileira.