Garotinha baleada em atentado busca tratamento para as sequelas
Com apenas cinco anos, a pequena Aurora Pereira de Oliveira foi baleada na cabeça enquanto estava na porta de uma casa no Setor Água Fria, região norte de Palmas. Ela sobreviveu, mas ainda precisa de tratamento especializado por causa das sequelas deixadas pelo ferimento. Mesmo com as dificuldades que não a deixam ir para a escola e fazer outras atividades, a mãe diz que a menina está saudável.
“Graças a Deus ela é uma criança é saudável. Pelo que ela passou, ela é uma criança saudável. Ela toma medicação todos os dias, de manhã e à noite”, comentou a mãe de Aurora, a autônoma Josilane Ramos de Oliveira.
O crime aconteceu no dia 6 de janeiro deste ano e, na época, a Polícia Militar (PM) foi informada que dois homens passaram em frente à casa onde estava Aurora e abriram fogo. Investigações da Polícia Civil apontaram que o alvo dos disparos era o irmão mais velho da menina.
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Na terça-feira (26), três homens e uma mulher foram presos suspeitos de envolvimento no atentado que deixou a menina baleada. Os suspeitos são um homem de 34 anos, sua companheira de 32 anos, outro homem de 41 e um jovem de 25 anos, todos investigados por homicídio qualificado tentado e associação criminosa.
O g1 não conseguiu contato com as defesas dos presos até a publicação desta reportagem.
Infância interrompida
Aurora ficou internada e passou por uma cirurgia que retirou partes do crânio, que foi afetado pela bala. A menina ainda vai ter que passar por outro procedimento para reconstruir a estrutura craniana.
Ela ainda não consegue estudar, por orientação de especialistas, e enfrenta outras restrições no dia a dia. Mas consegue se entreter assistindo vídeos no celular.
“Brincar, correr, pular, banhar de piscina com os coleguinhas não pode mais porque tem risco de machucar a cabeça”, contou a mãe.
Aurora passou por cirurgia, mas precisa de outro procedimento
Reprodução/TV Anhanguera
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Tratamento e cuidados
Apesar de tomar medicamentos, o andamento do tratamento de Aurora está prejudicado. Josilane explicou que está com dificuldades pra conseguir consultas com diversas especialidades e teme consequências para a saúde da filha. São vários documentos que atestam os pedidos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que, segundo a mãe, foram negados.
“Ela passou pelo médico do postinho, ele fez o pedido da fono [fonoaudiólogo], do psicólogo, do neuro [neurologista]. Toda vez eu vou lá no postinho para verificar se ela foi chamada, e eles falam que foi negado, falam que eu tenho que marcar outra consulta. Eu marco de novo, ela passa no médico e ele faz um novo pedido e esse pedido é negado de novo. Então eu não sei mais o que fazer”, reclamou.
Uma das dificuldades físicas enfrentadas por Aurora é com relação à fala, segundo a mãe. “Não sei se é devido à fala ou pelo trauma que ela levou. Eu fico desnorteada, porque como mãe, a gente que não tem uma condição financeira tão boa, porque quando a gente tem condição vai a trás de outros recursos. E quando não tem? Tem que esperar pelo SUS mesmo, pelo Estado”, lamentou a mãe.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o atendimento de Aurora com o neuropediatra está agendado para a próxima terça-feira, 2 de setembro, no Hospital Geral de Palmas (HGP). Os atendimentos em fonoaudiologia e psicologia são ofertados em âmbito municipal, explicou a pasta.
Investigação do crime
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Investigações da Polícia Civil apontaram que o alvo dos disparos, supostamente, era o irmão mais velho dela. Em dezembro de 2024, o tio da criança foi alvo de disparos de arma de fogo na região norte da capital. Isso levou familiares dele a acusarem o casal suspeito nas redes sociais.
As publicações teriam irritado os suspeitos, que decidiram se vingar do irmão da criança, o suposto autor das postagens. Na época, o pai da menina informou aos policiais militares que o alvo dos suspeitos poderia ser seu o outro filho.
Segundo a Polícia Civil, o homem de 34 anos e a mulher de 32 seriam os idealizadores do crime. Ele seria o atirador e ela teria ajudado na fuga, dando cobertura em um carro. A polícia informou que, no veículo, a mulher estava com seus dois filhos menores de idade para não gerar suspeitas em caso de abordagem policial.
O homem de 41 anos foi apontado como o fornecedor da arma utilizada no crime e o suspeito de 25 anos seria o condutor da motocicleta no momento dos disparos.
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