Ossada humana é encontrada por pescadores na Terceira Ponte de Rio Branco
Um grupo de moradores que aproveitava o domingo (24) no Rio Acre, nas proximidades da Terceira Ponte, acabou encontrando uma ossada humana durante uma pescaria. Os moradores utilizavam uma tarrafa quando se depararam com os restos mortais.
“Passamos o dia com a família lá. Quando foi de tardezinha, meu cunhado, com o sobrinho dele, atravessou o rio jogando a tarrafa. Ele jogou embaixo da ponte e enganchou. Ele ficou puxando, puxando e não veio”, disse um morador que pediu para não ser identificado.
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Ainda segundo o homem, o sobrinho, de 18 anos, mergulhou para soltar a tarrafa e encontrou o crânio da ossada. “Ele achava que era um coco. Veio trazendo e quando saiu da água meu cunhado disse: ‘é uma cabeça humana’. Ele se assustou e jogou na água”, relembrou.
O homem contou também que os familiares ficaram assustados e queriam ir embora. Ele surgeriu jogarem novamente a tarrafa para tentar encontrar o restante dos ossos e chamar a Polícia Militar (PM-AC).
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“Falei pra gente jogar de novo, chamar a polícia e avisar, caso alguma família tivesse atrás. Jogamos de novo e achamos a ossada”, disse.
Equipes da PM-AC, do Corpo de Bombeiros e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para retirar o ossada do local. “Não acharam a cabeça, meu sobrinho se assustou, jogou e acho que a correnteza deve ter levado”, concluiu.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Delegado Leonardo Ribeiro disse que os restos mortais devem permanecer no Instituto Médico Legal (IML) da capital acreana.
Informações quanto ao sexo, idade e demais dados da vítima só poderão ser identificados com exame de DNA, caso apareçam familiares.
Restos mortais foram achados dentro do Rio Acre durante pescaria
Reprodução
Familiares podem buscar o IML
Ainda conforme o delegado, parentes de pessoas que estejam desaparecidas podem buscar o IML de Rio Branco para solicitar o exame de DNA. O órgão fica na Avenida Antônio da Rocha Viana, no bairro Bosque.
Segundo o IML, há um prazo de 15 dias para que alguém reconheça e reclame corpos sem identificação. Antes de terminar esse prazo, o instituto deve divulgar o caso para tentar localizar parentes ou representantes legais. Se ninguém aparecer, o IML faz o sepultamento e registra o óbito em cartório.
“Identificação, agora, só mediante [exame de] DNA, que vai conseguir determinar quem seria essa pessoa. Se alguma família tiver suspeita, é bom se dirigir ao IML para solicitar o exame”, explicou o investigador.
Pescadores encontram ossada humana na Terceira Ponte de Rio Branco
Luana Rodrigues
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