Hugo Motta (Republicanos-PB) comentou sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, após decisão do STF
Ewerton Correia/TV Cabo Branco
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comentou a decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prender domiciliarmente o ex-presidente Jair Bolsonaro. As declarações foram dadas durante inauguração do Hospital da Mulher, em João Pessoa, nesta terça-feira (5).
“Eu penso que o legítimo direito de defesa tem que ser respeitado, que é um direito de todos, mas que decisão judicial deve ser cumprida. E é isso que nós estamos vendo, a decisão do Supremo Tribunal Federal ser cumprida. Não cabe aqui nem ao presidente da Câmara, nem a ninguém estar comentando ou na minha avaliação, tentando avaliar ou qualificar essa ou aquela decisão. Há um processo, os advogados falam nos autos, o juiz da mesma forma, o que tem acontecido nesse processo inerente ao presidente Bolsonaro”, disse.
Na segunda-feira (4), Jair Bolsonaro foi preso domiciliarmente após o ministro Alexandre de Moraes concluir que ele desobedeceu a proibição de uso de redes sociais, mesmo que de forma indireta. O ministro também determinou a apreensão de celulares e a proibição de visitas.
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Prisão do ex-presidente domina discussões
O recesso parlamentar chegou ao fim nesta terça-feira, com um ambiente dominado pelo assunto da prisão do ex-presidente.
Deputados de oposição anunciaram obstrução de pautas no Congresso, além de ocuparem o espaço onde trabalha a mesa diretora da Câmara dos Deputados – de onde são conduzidas as sessões da Casa – em forma de protesto.
Entre as atitudes dos parlamentares pró-Bolsonaro, esteve a ausência de deputados da oposição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcada para 14h30, e que foi cancelada por falta de quórum uma hora depois do horário previsto para ser iniciada.
Do lado do Senado Federal, parlamentares também ocupam a mesa de comando do plenário desde o início da tarde desta terça.
Senadores têm se revezado na ocupação dos assentos. Por volta das 15h, uma das cadeiras era ocupada pelo filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, sentado à esquerda no plenário.
A oposição afirma que impedirá a abertura dos trabalhos até o cancelamento das sessões ou sinalizações para a votação de pautas de interesse.
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