Rio Acre, principal afluente do estado, apresenta níveis baixos nas cidades acreanas
Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco
Após o governo federal reconhecer situação de emergência pela seca nos 21 municípios e, posteriormente, na capital Rio Branco, o estado receberá R$ 6 milhões para ações. O valor foi destinado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para apoiar a execução dos planos de contingência nos municípios.
O Rio Acre, principal afluente do estado acreano, está abaixo dos 2 metros em Rio Branco desde 3 de julho. Em Brasiléia, o manancial está com pouco mais de 80 centímetros.
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Ao g1, o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, disse que o recurso será utilizado para ajuda humanitária, sobretudo, para ribeirinhos e os povos indígenas que estejam em situação de desabastecimento pela seca severa.
“A gente já vinha se reunindo desde o final de abril e discutindo essa problemática em relação a seca. Esse recurso será direcionado para ajuda humanitária, serão mais de 20 mil famílias beneficiadas, que participam do CadÚnico (Cadastro Único), ribeirinhos e as comunidades indígenas”, explicou.
O coronel informou que foi criado um plano com metas para apoiar os municípios atingidos pela estiagem. Ainda conforme o coordenador, o público beneficiado foi selecionado pelas secretarias de assistências, dos povos indígenas, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), dentre outros órgãos.
“O plano de trabalho é elaborado em conjunto com os municípios do estado, aqueles que não fizeram um plano de trabalho solicitando recurso complementar do governo federal. Mais de 25 insituições fazem parte do gabinete de crise do governo e todos esses levantamentos já vinham sendo feitos pelas órgãos competentes”, destacou.
Acre decreta emergência por causa da seca
Seca no Acre
O Acre enfrenta neste ano uma das secas mais severas dos últimos tempos, com temperaturas elevadas, baixa umidade e previsão de chuvas abaixo da média, em julho por exemplo, choveu apenas 8 milímetros na capital.
No dia 6 de agosto, o governo Gladson Camelí publicou o decreto que colocou o Acre em situação de emergência por causa da seca nos rios que cortam o estado. No mesmo dia, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, também assinou o decreto de situação de emergência por conta da seca do Rio Acre.
Os documentos, em vigor por 180 dias, destacam que o regime de chuvas no estado no 1º semestre de 2025 foi inferior ao esperado, o que contribuiu para o cenário de seca dos mananciais.
Rio Acre – 1,5 metro – Agosto de 2025
Júnior Andrade/Rede Amazônica
A queda acentuada no volume de rios usados para captação de água provoca crise no abastecimento prejudica o funcionamento das estações de tratamento e obriga o governo a adotar medidas como racionamento e envio de caminhões-pipa para atender comunidades urbanas e rurais.
No dia 18 de agosto, o governo federal reconheceu a situação de emergência em 21 cidades do Acre por causa da seca nos rios que cortam o estado.
Rio Branco foi a última cidade a ter a situação reconhecida pelo governo federal. A publicação foi feita no Diário Oficial da União (DOU) dessa quinta-feira (28).
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) também decretaram situação situação crítica de escassez hídrica nos Rios Juruá, Purus e seus afluentes, além do Rio Iaco e Rio Acre.
A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no último dia 25 e é válida até 31 de outubro deste ano.
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